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Carta Miss. Mavyane

Os hiatos da vida cristã

Miss. Mavyane

 

Olá amigos, família e irmãos em Cristo, estamos no segundo semestre deste ano e temos muitas coisas para agradecer a Deus por ter realizado em nós e por meio de nós, não é verdade? Não importa se, talvez; você não esteja vivendo um dos melhores momentos de sua vida, há sempre algo bom para ser grato. Pois em tempos de dificuldades e situações não tão favoráveis aprendemos muito com Deus.

Pensando em motivos de gratidão, eu sou grata ao Senhor por me permitir estar esse tempo aqui em Belo Horizonte e, da mesma forma, eu sou grata a você que me acompanha ao longo dessa jornada. Cada dia aprendo um pouquinho mais sobre a Missão de Deus e entendo o quanto estamos todos conectados ao plano dele.

Ministrando em um dos momentos de louvor e adoração na 1ª EMF da JAMI

Nos últimos meses, tive oportunidades muito singulares de compartilhar minha experiência e história missionária durante a 19ª Consulta Missionária da JAMI, nos dias 20 a 22 de junho, onde foi trabalhado o tema de Missões Mundiais deste ano “Eu sou LUZ para as nações” e na 1ª Escola Missionária de Férias da JAMI, nos dias 22 a 26 de julho, que teve como principal objetivo conscientizar os participantes sobre a obra missionária e despertar vocações. Esses são os destaques desse período, mas, além disso trabalho na secretaria da base diariamente de segunda à sexta em horário comercial.

 

Ambos os eventos aconteceram em nossa base missionária aqui em BH. Em meio ao inverno seco e gelado desta cidade, abrimos as portas para receber o calor humano de pessoas de vários lugares do país e fomos intensamente marcados pelas vidas de cada uma dessas pessoas.

O mês de julho foi sem dúvida um dos mais agradáveis deste ano. Digo isso porque pude rever minha família e alguns amigos, e relembrar o quanto sou amada por eles. Estive na Bahia por um curto período e apesar de não conseguir visitar todas as pessoas que eu gostaria, nem abraçar aqueles que há tanto tempo desejo rever, ao menos recarreguei as baterias.

Recentemente comecei a refletir sobre a importância das pausas. Pois é quando tudo está em silêncio e desacelerado que conseguimos refletir sobre os feitos do Senhor em nossas vidas.

Na Bíblia encontramos diversas passagens que falam sobre esse assunto. Jesus valorizava os momentos de pausa como ninguém. Lucas 5.16 diz que Ele se retirava para lugares solitários e orava. Ele entendia o quão importante era parar, silenciar e falar com Deus.

Essas interrupções são pequenos intervalos que tomamos em nosso caminhar que estão presentes na jornada para nos mostrar que antes de prosseguirmos é necessário curtos espaços para recuperar o fôlego e motivação. Os hiatos são como parênteses.

Todos nós temos algum momento em nossas vidas para abertura de um parêntese. Não entendemos o porquê da existência dele, mas esse tempo é o mais importante respirar de alma que marca o final de um parágrafo e início de outro. Fazer uma parada não significa que deixaremos de caminhar. Pelo contrário, se não houver um pit-stop (uma paragem durante uma corrida automobilística) dificilmente é possível manter o carro em um ritmo forte do início ao fim das provas na Fórmula 1, por exemplo.

No mundo da arte, o espaço vazio (ou negativo) é a área em volta do elemento principal onde a ausência de elementos ajuda a destacar o(s) objeto(s) de interesse.

Ao pensar nessa perspectiva, me pergunto quantas vezes nós não conseguimos visualizar o que é mais importante na jornada porque construímos tantos “enfeites” à nossa volta que deixamos de nos atermos ao elemento principal que é o Senhor?

Diversas vezes somos como um pintor de aquarela que misturou tantas cores e técnicas e por fim tornou a sua obra complexa demais para ser compreendida porque não parou para analisar antes de começar a pintura, o que faria e como a executaria.

Mas, afinal por que o vazio é tão significativo para nós cristãos? Para mim a resposta é muito simples: Deus é aquele que se manifesta no silêncio, na ausência. Ele é o extraordinário em nós que nos transforma durante o processo. Gosto de pensar que Ele é o grande artista que está pintando o quadro de nossas histórias. Não sabemos o que ele está fazendo e ao redor parece vazio, mas na verdade Ele está trabalhando para acentuar o objeto de interesse assim como naquela aquarela acima. Por isso não se assuste nem se desespere com os hiatos, pois eles marcam o limite entre tudo o que você aprendeu até aqui e o que virá pela frente.

Termino essa reflexão com o versículo de Eclesiastes 7.8 “Terminar algo é melhor que começar; a paciência é melhor que o orgulho”. Em outras palavras, aprecie o desfecho excelente e o quanto a paciência trabalhou a humildade em seu coração. Hoje minha oração é para que todos nós possamos admirar esses momentos de sossego e que eles nos ensinem tanto quanto se estivéssemos em movimento.

Ore por mim

  • Por saúde física, emocional e espiritual;
  • Pela minha família;
  • Por direção de Deus para as próximas etapas.

Miss. Mavyane Baracho